VENENOS ANTIMONOTONIA

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Notas sobre ele

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Ele não é exatamente perfeito, Deus me livre que fosse, ele é só real. Não é como se ele mergulhasse no mais profundo oceano pra achar a melhor espécie de ostra, a mais rara para cozinhar lá em casa. Mas ele faz um ovo frito como ninguém, verdade seja dita, às vezes ele salga demais, queima as bordinhas (ou tudo), mas é uma delícia do mesmo jeito.  E tem também aquele arroz “unidos venceremos” que ele faz na panela elétrica (e nossa que sujeira pra fazer um arroz!) mas combina perfeitamente com o ovo frito e aquela saladinha de alface. Só prefiro evitar mesmo a sua tapioca que fica, digamos, um pouco firme demais! Mas é assim que ele é, assim que ele cuida de mim, desse jeito meio tronxo de ser que demora uma hora pra tomar banho e deixa o banheiro a maior meleca, mas que também prepara um banho quente quando eu estou doente. Carinhosamente ele separa uma roupa quente e me deixa dormir até tarde, depois traz meu almoço na cama e faz um suquinho de pozinho maravilhoso! Então ele vai cuidar do Bernardo, que se resume em jogar vídeo game com ele, dar comida e às vezes correr atrás dele pelado fugindo do banho. Tem momentos em que eles brigam, provavelmente porque o Bernardo o lambeu, ou fez qualquer outra arte, mas passa cinco minutos e eles estão jogando juntos. É suave o jeito que ele o cria, talvez porque ele nunca levante a voz e o Bernardo o respeite tanto por isso, ou somente porque eu vejo a maneira como eles se olham (tem muito amor envolvido). Aqui nós não fazemos yoga com nosso filho, isso é mundo real, onde a gente perde o controle uma hora e aí sai grito, sai choro, sai tudo isso junto. Mas ele sempre esteve aqui desde o início, ele segurou a minha barra quando eu quis desistir mesmo sem nem um pingo de maturidade pra isso. Eu não transformei um garoto em um homem, porque simplesmente eu não precisei (ninguém precisa), ele se transformou sozinho em uma pessoa muito mais madura do que eu. Às vezes a gente briga, eu falo umas bobagens grosseiras e ele fica muito magoado comigo, e isso me dói bastante. Não magoe a pessoa que você ama, não seja grosseiro o tempo todo mesmo que você considere isso uma característica sua. Nós não podemos somente exaltar as coisas ruins como o ovo queimado, o banheiro sujo, o atraso, o telefone desligado, os dias ruins, as fases ruins… O que importa é o que fica, o carinho, o cuidado, o abraço no meio da noite, o beijo despretensioso, o balde de pipoca que a gente divide, os vinhos que eu bebo mais que ele, a última batata que a gente divide no meio, e tantas outras coisas. Como quando a gente anda na rua e ele me pede pra andar do lado de dentro da calçada abraçada com ele, quando ele sai de onde estiver pra me ajudar, e às vezes também que ele simplesmente não pode, mas se preocupa. São os laços que criamos os amigos que compartilhamos, o filho que criamos, o nosso amor. Ele é a melhor parte de mim, a melhor parte que eu gostaria de ser o tempo todo, mas não sou, porque assim como ele, eu sou real. Então eu fiz esse texto pra dizer que eu o amo com todas as minhas forças, da minha maneira grosseira e idiota de agir às vezes, eu o amo e é esse arroz com ovo que eu quero comer pra sempre, são as brigas pra saber se vamos ver filme ou anime que eu quero presenciar, são os passeios em família que eu quero dar e são as noites abraçadas com ele que eu quero viver pro resto da minha vida.

 

-Maya Costa

Cê tá com tempo?

Oi

Cê tá aí?

Você mesmo! Com esse jeito de quem não quer nada e quer tudo, quer comer o mundo com os olhos e se lambuzar com a boca. Jeito duplo de ser, hora frio como pés descobertos no inverno, hora quente como lágrima que desce no rosto e pinga na mão. Você, nem homem e nem menino que vaga cambaleando sobre os próprios pensamentos e não sabe muito o quer… Mas quer! E quer agora, e em grande quantidade seja lá o que forma, pode ser beijo molhado, abraço apertado, mordida doce ou um carinho no meio da noite assim despretensioso. Despretensioso como você quando diz que me ama, quando me olha com olhos de menino apaixonado que deseja cada parte do meu corpo como se fosse sempre novidade. Gosto do seu toque, gosto quando me acaricia com os olhos entrando lá dentro quase que na alma, com você é o tempo todo uma saudade do que ainda não aconteceu. Da casa que ainda não existe, das manhãs ensolaradas, das pias de louça por lavar porque tivemos preguiça e preferimos sentar no sofá pra falar sobre a vida e suas futilidades, de um ou dois gatos, quem sabe três… Você sentado na beira da cama tocando violão, olhos concentrados e os meus apenas não desgrudam de você. Sabe, bonito… Eu admiro tudo em você, sua bondade e seu carinho para com todo tipo de pessoa, e eu não poderia desejar pessoa melhor, não poderia desejar família melhor e tudo isso que vem incluído com estar ao seu lado. Tomara que você esteja sempre aqui com seus olhos verdes pra me ensinar coisas boas e coisas duras. Uma vez uma pessoa me disse: “As coisas boas são boa, e as coisas bonitas são bonitas”. E só hoje essa frase faz sentido. Eu amo você.

 

 

 

O dia em que eu descobri que não era uma pessoa tão boa assim/Ou: Hipocrisia interna.

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parte I

Engraçado como nós temos a estranha mania de ditarmos tudo como certo, de dizermos o quanto
aprendemos com determinadas experiências e que elas por sua vez nos fizeram pessoas
melhores, evoluídas, nos fizeram pessoas boas. Mas o quanto ser “bom” é relativo
atualmente? As nossas redes sociais tornam tudo muito mais simples essa tarefa, basta
compartilhar ou dar um “like” que você já pode dormir com a consciência tranquila por que
atuou na causa contra a fome, a violência, a corrupção, os maus tratos aos animais, etc…
É tão automático, tão mecânico, esse pseudo ativismo de sofá. Eu não quero encher isso de
demagogia barata me perguntando quantas pessoas de fato fazem algo para mudar o que há de
ruim nesse mundo, porque de verdade who cares? A gente se acha tão pró ativo nas coisas,
tão merecedor de prêmios e medalhas, queremos ser ovacionados pelos nossos bons e
exemplares comportamentos diante as injustiças e maldades alheias. Mas quem para pra
pensar na maldade que há dentro de si? Ou melhor, quem realmente enxerga e admite essa tal
maldade interna, essa hipocrisia diante a tudo, há tantas redundâncias nos nossos discursos
diários que eu me pergunto: O que é de verdade? Quem realmente somos nós como pessoas? Até
que ponto nosso discurso é válido? E até que ponto ele é também colocado em prática? É
muito fácil se engrandecer de palavras bonitas e bom português, mais fácil ainda mostrar
para os demais o quanto temos conhecimento de determinadas causas, e sempre estamos
esperando que sejamos reconhecidos por esse vasto conhecimento e intelectualidade. Olhamos
para traz e descobrimos que não somos nada daquilo que achamos que somos, isso quando
olhamos! Quem está pronto pra admitir “Eu sou uma pessoa hipócrita”? Quem de fato quer
lidar com seus monstros internos e por sua vez admitir sua fraqueza imensurável diante das
pessoas mais simples? Isso eu digo porque queremos impressionar sempre mais, e sempre os
melhores (ou que julgamos ser os melhores). Existe dentro da gente essa vontade insaciável
de impressionar o outro, custe o que custar, esse somos nós cruamente falando. Talvez muita
gente demore uma vida pra perceber a nossa pequenez diante do resto do mundo, porque
preferimos viver em nossos pequenos laguinhos achando que somos peixes grandes, do que nos
entregarmos ao vasto oceano e sermos apenas o que somos, apenas lidando com o simples fato
de que não somos as “pessoas boas” que dizemos ser.
parte II

Durante boa parte da minha vida eu achei que tinha razão em muitas coisas, muitas mesmo!
Chegava a ser irritante o meu julgamento soberano diante tudo e todos, mas a questão é que
eu não consideraria isso tão ruim assim se na contramão eu não pregasse um discurso de
liberdade, de respeito, de fazer a diferença… A minha teoria das coisas sempre foi muito
bonita, bem esclarecida e sempre pontual, não havia onde eu perderia a razão e isso eu
aprendi desde muito cedo. Quando eu tinha meus treze anos, um professor da minha escola
disse a minha mãe em uma reunião que eu era uma garota dissimulada, durante muitos anos da
minha vida eu vivi indignada com essa afirmação, e com toda hipocrisia interna que há em
nós, eu neguei fielmente que isso pudesse ter algum tom de verdade. Essas palavras de
professor ecoaram na minha cabeça e desde então eu quis entender por que ele me julgara
assim ou mesmo como ele conseguiu perceber tal faceta, infelizmente nunca tive a chance de
perguntar isso a ele e mesmo que tivesse, não faria por motivos de que só hoje eu tenho a
consciência de que ele em toda sua sinceridade quase que cruel, estava certo. Eu me perguntei
muitas vezes, como uma garota de treze anos pode ser dissimulada? Engraçado que eu mesma
nunca acreditei na inocências das crianças, mas teimava em defender a minha própria
inocência.Talvez essa parte do texto fique mais confusa que a primeira, porque ainda estou
em processo de entender anos iludida por mim mesma, talvez eu seja realmente tão
dissimulada que tenha sido comigo mesma e nunca me dei conta.
É muito difícil pra gente assumir os próprios defeitos, e eu estou falando de defeitos
mesmo e não daquela baboseira que as pessoas falam que são defeitos só pra na sequência das
uma justificativa de por que são assim. Defeito é ruim e ponto. Não há justificativa que
amenize eles, até porque não há motivos para querermos ameniza-los. A não ser, claro, o
fato de que queremos ser “pessoas boas”, não queremos que os outros pensem que somos
egoístas, avarentos, invejosos, dissimulados, manipuladores, mentirosos e tantos outros
defeitos asquerosos que nunca em hipótese alguma nós assumimos que temos! É sempre aquele
papinho: “Meu maior defeito é ser sincero demais”, ME POUPE. Nós queremos fazer bonito até
nos nossos defeitos e essa é a maior prova da nossa hipocrisia interna.
parte III

Sem querer ser descrente do mundo ou das pessoas, mas “pessoas boas” não existem, esse é só
mais um Papai Noel do século XXI. Ninguém é bom all the time, íntegro que nem mocinho de
novela das oito, essas imagens de pessoas boas só existe pra que nós escondamos cada vez
mais quem somos, para que o defeito “Sinceridade” seja honroso e que exaltemos ele mesmo
que obviamente não sejamos sinceros de fato nem com nós mesmos, aliás, não somos sinceros
nem com quem juramos ser, quem dera com nós mesmos. Nós vivemos de modo que a opinião e a
impressão do outro sobre você é mais importante do que a sua auto avaliação, aí que está o
fruto da hipocrisia, eu acredito no que dizem que eu sou: linda, inteligente, interessante,
bondosa etc. Mas não sou capaz de acreditar no que está dentro de mim, nas minhas maldades
diárias, no meu egoísmo, na minha real intenção com as pessoas a minha volta, e mesmo
enxergando-as perfeitamente, eu prefiro negar, eu prefiro a hipocrisia a ser uma pessoa de
verdade, cheia de bons e maus atos dentro de si, ou seja, eu prefiro ser uma mentira, do
que uma pessoa verdadeiramente autêntica, seja lá o que isso significa… Talvez isso seja
ser real, mas a nossa noção de realidade anda tão conturbada que não sabemos mais em que
acreditar ou o que seguir, e eu volto a me perguntar: Quem realmente somos? Eu ainda não
sei de fato, só sei que não quero mais esconder meus monstros embaixo da cama, não quero me
orgulhar de mim mesma e varrer a sujeira para baixo do tapete, eu quero ser real em tempos
que ser artificial é nossa maior qualidade, e ser sincero é o nosso maior defeito.

Continua…

Chá Preto

Quero ser feliz, sentar no sofá da sala com uma caneca de chá preto nas mãos e ouvir aquele CD do Itamar Assumpção, deixar o chá esfriar pra contar doces banalidades. Na casa onde não se vê a televisão ligada, lá onde os gatos são a decoração e a bagunça é aconchegante. Onde a música, sempre boa, vem em alto e bom som pra te acordar, pra te fazer dormir, pra te fazer sonhar… O refugio de tantos, como eu, vez ou outra buscando seus encantos e seu aconchego pra fugir da vida séria, da culpa, das justificativas, dos labirintos de dentro da gente. Tem a porta sempre aberta, apesar dos pesares, é minha rota de fuga e descanso. A boa fugitiva à esta casa retorna, buscando algo, o que eu não sei exatamente, mas sempre retorna para aquela mesa do café eternamente posta. Descansa a caneca de chá na mesa, descansa o coração aflito que bate no peito, descansa a culpa sabe-se lá do que, descansa por fim a saudade…

-Maya Costa

 

Minha Primeira Carta de Amor, que ele realmente vai ler.

Você já me escreveu músicas lindas, mas eu um tanto tonta nunca soube expressarem palavras os meus sinceros sentimentos. Talvez seja a amargura de um tempo que passou, de uma dor que só você foi capaz de curar e de entender. Você chegou e curou minhas feridas de guerra, ouviu meus lamentos e ficou. Você não fugiu como os outros, você não julgou como eles lá fora… Você só ficou.

Ficou horas na praça papeando, tomou doses e mais doses de bebida naquela noite, fez de um dia, uma eternidade. Me sequestrou pra dentro de você e do seu quartinho pequeno. Eu me rendi à você e o seu violão, ignorei sua pouca idade e seus defeitos visíveis, eu só queria morar em você, onde ninguém me encontrasse, ali não havia culpa, não havia tempo, nem medo. Era só viver de novo, viver o novo.

E pela primeira, meu amor, deu certo. Você pensou em mim, me quis de volta, não teve medo algum. Já eu… Bem, eu me apaixonei aos poucos, mas isso era o medo que segurava, medo de amar… Coisa de gente que amargou demais na vida. Nessa pouca vida que eu vivi, do amor conheci alguns. Do mais sutil ao mais intenso. Você veio se tornar o meu Meio, meu mais leve e sincero, o mais puro. Esse amor não é afobado, não é cruel e nem incondicional… Esse amor é daquelas que a gente sonha existir, mas logo pensa Que besteira! 

De besteira em besteira, cá está como eu expresso o meu amor. Mas é no enlace das nossas mãos no meio da noite, no abraço de saudade e em todas as vezes que eu te beijo, que mora a mais sincera declaração de amor que eu posso fazer. Essa sim é indescritível, só o meu sorriso e os meus olhos cheios de água podem te mostrar.

Vai ser sempre só eu e você, seja como for, seja aonde for. Eu acredito em você, em mim e principalmente em nós dois. Eu acredito no amor, de novo, graças a você.

 

Resumindo, eu amo você, meu grande amor.

Breve Carta de (des)Amor

Cá estou eu falando de amor novamente.
Falando especificamente de você, meu amor.

Talvez o convívio com meus sentimentos tenha se tornado um tanto quanto confuso e saturado. É essa rotina massante que tanto desgasta, quanto corrói a vida da gente. Tornando nossos corações uma peça mecânica, velha, enferrujada…
Ando pensando que no caminho a gente perde muita coisa, perde tempo, perde força, perde o ânimo, perda a fé na vida e aquele jeito bonito de olhar pras coisas que há nela, se perde também. E por muitas vezes se acha, se encontra, se domina e sente aquele velho gosto de alegria na ponta da língua. Mas não há como negar, esses amores da vida desgastam a gente de tal maneira que nem sei, fico cansada só de pensar…
É como rebobinar de novo e de novo a mesma fita, fazer e desfazer o mesmo bordado, escrever e reescrever mil vezes a mesma frase, pra depois apagar e decidir não escrever é nada.
Era pra falar de amor, e olha eu falando de mágoas. Mas o que seria da vida sem as dores, os desamores, os desencantos?
Me conforto em saber que ainda sou capaz de amar, mesmo que de leve, mesmo que com medo, bem devagarinho ainda sei amar.
E o mais importante, sei amar você, e pra mim isso basta.

Meio meia boca

Na vida é assim, sem tirar nem por
Chove, faz sol
esfria, esquenta

Na vida é assim, tem quem vive meia boca
Esses sofre, não sofre
chora, não molha
vive, não ama

Até porque, na vida é assim, sem tirar nem por
Com açúcar ou com afeto
sem açúcar
amargo de entortar a boca

Pois é o que eu digo, camarada
Na vida é assim, sem tirar nem por.

 

-Maya Costa

“Há sempre uma …

“Há sempre uma mulher pra salvar você de outra, e assim que ela o salva está pronta para destruí-lo.”

Charles Bukowski

PAPO DE MÃE

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As vezes eu ainda me surpreendo quando paro e penso – Cara, eu tenho um filho! – Aposto que muitas mães de primeira viagem também devem pensar assim. Ser mãe, de fato, enlouquece a gente em muitos sentidos, sejam bons e ruins. É muito louco ver o seu mundo virando do avesso, se tornando algo que você nunca imaginou, que você nunca nem sonhou. Quando eles estão lá dentro da barriga parece um sonho de tão gostoso, é uma ligação emocionante ver o seu corpo gerando uma vida perfeita, ver ele se transformar para fazer isso possível, mas serei sincera, quando eles nascem tudo muda. Não estou dizendo que seja pior, nem melhor, e sim COMPLETAMENTE diferente de tudo que você planejou nos nove meses, ou imaginou que seria. Da noite pro dia é você e aquele bichinho que chora por tudo e por nada, e você Mãe de Primeira Viagem não sabe o que fazer. Tem todas aquelas pessoas se intrometendo onde não foram chamadas e dando “DICAS” o tempo todo de como você deve pegar, vestir, falar, fazer, andar… Dá aquela vontade de mandar pra aquele lugar, mas não, onde já se viu? Cadê a educação? Como ela é mal agradecida. Depois de tudo que fizemos por ela. É muita balela em torno do tema Ser Mãe, pra no final das contas você descobrir que é só você e ele, não precisa de dicas infalíveis, você é mãe e por instinto descobre que sabe perfeitamente o que fazer com a sua cria.

Vocês dois são um só, mesmo sem o cordão umbilical, vocês se bastam. Aquela coisinha indefesa não precisa de mais nada além do seu amor, calor, carinho e das suas tetas cheias de leite, claro! Ser mãe é algo que está dentro da gente o tempo todo, sempre esteve aqui, eu sei que esteve, e vocês que ainda não provaram disso, um dia vão descobrir o quanto é maluco esse mundo maternal, o quanto você pode se sufocar de medos e angustias, mas também de amor e carinho incondicional. Mãe e filho, uma relação que se constrói desde o primeiro chute até o primeiro olhar, primeiro sorriso, primeiro toque de carinho. Ser mãe é ser amada por uns bichinhos que não sabem de regras de convívio social, de modos, de educação, de mentiras, de nada desse mundo esquisito que a gente vive. Ser mãe é ser amada e só, ponto e basta!

Gostaria de dedicar esse PAPO DE MÃE à aquelas que descobriram isso antes, durante e depois de mim. Aquelas que muitas vezes me ajudaram, me apoiaram e à aquelas que sim me deram dicas infalíveis. Dedico também às minhas futuras mamães, que seus passos sejam leves e que seus caminhos sejam iluminados para que esses bichinhos que vem por aí possam ser pessoas de bem. TODAS AS MÃES MERECEM O CÉU!

 

-Maya Costa

 

Mauvaise Sang

[…
Um laço partido pode partir todos os outros.
É como um crime, e eu sou o assassino
Você é a minha arma. Não esquecida, mas abandonada na cena do crime. Tomara que se apaguem de você as minhas digitais
Sei que tua juventude vai preservar tua estranha compreensão.
[…
Eu me lembro do teu primeiro desenho
Um dos melhores
E a frase em baixo:

“Quando uma garota abre as pernas seus segredos voam para longe como borboletas”