Cê tá com tempo?

Oi

Cê tá aí?

Você mesmo! Com esse jeito de quem não quer nada e quer tudo, quer comer o mundo com os olhos e se lambuzar com a boca. Jeito duplo de ser, hora frio como pés descobertos no inverno, hora quente como lágrima que desce no rosto e pinga na mão. Você, nem homem e nem menino que vaga cambaleando sobre os próprios pensamentos e não sabe muito o quer… Mas quer! E quer agora, e em grande quantidade seja lá o que forma, pode ser beijo molhado, abraço apertado, mordida doce ou um carinho no meio da noite assim despretensioso. Despretensioso como você quando diz que me ama, quando me olha com olhos de menino apaixonado que deseja cada parte do meu corpo como se fosse sempre novidade. Gosto do seu toque, gosto quando me acaricia com os olhos entrando lá dentro quase que na alma, com você é o tempo todo uma saudade do que ainda não aconteceu. Da casa que ainda não existe, das manhãs ensolaradas, das pias de louça por lavar porque tivemos preguiça e preferimos sentar no sofá pra falar sobre a vida e suas futilidades, de um ou dois gatos, quem sabe três… Você sentado na beira da cama tocando violão, olhos concentrados e os meus apenas não desgrudam de você. Sabe, bonito… Eu admiro tudo em você, sua bondade e seu carinho para com todo tipo de pessoa, e eu não poderia desejar pessoa melhor, não poderia desejar família melhor e tudo isso que vem incluído com estar ao seu lado. Tomara que você esteja sempre aqui com seus olhos verdes pra me ensinar coisas boas e coisas duras. Uma vez uma pessoa me disse: “As coisas boas são boa, e as coisas bonitas são bonitas”. E só hoje essa frase faz sentido. Eu amo você.

 

 

 

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