Minha Primeira Carta de Amor, que ele realmente vai ler.

Você já me escreveu músicas lindas, mas eu um tanto tonta nunca soube expressarem palavras os meus sinceros sentimentos. Talvez seja a amargura de um tempo que passou, de uma dor que só você foi capaz de curar e de entender. Você chegou e curou minhas feridas de guerra, ouviu meus lamentos e ficou. Você não fugiu como os outros, você não julgou como eles lá fora… Você só ficou.

Ficou horas na praça papeando, tomou doses e mais doses de bebida naquela noite, fez de um dia, uma eternidade. Me sequestrou pra dentro de você e do seu quartinho pequeno. Eu me rendi à você e o seu violão, ignorei sua pouca idade e seus defeitos visíveis, eu só queria morar em você, onde ninguém me encontrasse, ali não havia culpa, não havia tempo, nem medo. Era só viver de novo, viver o novo.

E pela primeira, meu amor, deu certo. Você pensou em mim, me quis de volta, não teve medo algum. Já eu… Bem, eu me apaixonei aos poucos, mas isso era o medo que segurava, medo de amar… Coisa de gente que amargou demais na vida. Nessa pouca vida que eu vivi, do amor conheci alguns. Do mais sutil ao mais intenso. Você veio se tornar o meu Meio, meu mais leve e sincero, o mais puro. Esse amor não é afobado, não é cruel e nem incondicional… Esse amor é daquelas que a gente sonha existir, mas logo pensa Que besteira! 

De besteira em besteira, cá está como eu expresso o meu amor. Mas é no enlace das nossas mãos no meio da noite, no abraço de saudade e em todas as vezes que eu te beijo, que mora a mais sincera declaração de amor que eu posso fazer. Essa sim é indescritível, só o meu sorriso e os meus olhos cheios de água podem te mostrar.

Vai ser sempre só eu e você, seja como for, seja aonde for. Eu acredito em você, em mim e principalmente em nós dois. Eu acredito no amor, de novo, graças a você.

 

Resumindo, eu amo você, meu grande amor.