Breve Carta de (des)Amor

Cá estou eu falando de amor novamente.
Falando especificamente de você, meu amor.

Talvez o convívio com meus sentimentos tenha se tornado um tanto quanto confuso e saturado. É essa rotina massante que tanto desgasta, quanto corrói a vida da gente. Tornando nossos corações uma peça mecânica, velha, enferrujada…
Ando pensando que no caminho a gente perde muita coisa, perde tempo, perde força, perde o ânimo, perda a fé na vida e aquele jeito bonito de olhar pras coisas que há nela, se perde também. E por muitas vezes se acha, se encontra, se domina e sente aquele velho gosto de alegria na ponta da língua. Mas não há como negar, esses amores da vida desgastam a gente de tal maneira que nem sei, fico cansada só de pensar…
É como rebobinar de novo e de novo a mesma fita, fazer e desfazer o mesmo bordado, escrever e reescrever mil vezes a mesma frase, pra depois apagar e decidir não escrever é nada.
Era pra falar de amor, e olha eu falando de mágoas. Mas o que seria da vida sem as dores, os desamores, os desencantos?
Me conforto em saber que ainda sou capaz de amar, mesmo que de leve, mesmo que com medo, bem devagarinho ainda sei amar.
E o mais importante, sei amar você, e pra mim isso basta.